A Rússia inicia neste ano a produção de hidrogênio, com uma nova tecnologia que utiliza eletricidade gerada por energia nuclear para produzir hidrogênio sem emissões de carbono. Nos últimos anos, o hidrogênio tem sido reconhecido globalmente como uma alternativa viável para a transição energética e a redução de emissões de gases de efeito estufa. Em 2020, a Comissão Europeia incluiu o hidrogênio produzido a partir da energia nuclear entre as fontes de baixo carbono, reforçando seu papel na descarbonização de setores estratégicos.
Esse assunto importa porque representa um avanço significativo na transição energética global, ao combinar energia nuclear e produção de hidrogênio limpo. A iniciativa contribui para a redução de emissões de carbono, oferecendo uma solução viável para descarbonizar setores industriais de difícil eletrificação e fortalecer a luta contra as mudanças climáticas.
Por que isso importa?
O combustível se apresenta como uma solução para descarbonizar inclusive setores de difícil eletrificação, como indústrias de aço, química e transporte pesado. Quando queimado ou usado em células de combustível, produz apenas água como subproduto, não emitindo gases de efeito estufa.
O tema interessa a governos, indústrias de energia, setores de transporte e siderurgia, além de investidores focados em tecnologias sustentáveis. Também é relevante para formuladores de políticas ambientais e pesquisadores que buscam alternativas viáveis para acelerar a descarbonização e atingir metas globais de redução de emissões.
Para quem esse assunto interessa?
A Usina de Kola pertence à Rosenergoatom, parte do setor de energia da estatal Rosatom. Será construído um complexo de testes com mais de oito mil metros quadrados, para produção, armazenamento e transporte de hidrogênio, com equipamentos projetados pelo Centro Técnico da Rosatom e pela NPO Centrotech. A Rosatom lidera o desenvolvimento de tecnologias para a produção de hidrogênio de baixo carbono, abrangendo toda a cadeia, da produção ao consumo.
Tecnologia
A produção em Kola representa um marco na integração entre energia nuclear e produção de hidrogênio limpo. A eletricidade gerada pela usina será utilizada para a eletrólise da água, um processo que separa hidrogênio e oxigênio sem gerar emissões de carbono.
“A iniciativa reflete o compromisso da Rosatom com soluções inovadoras e sustentáveis”, afirma o vice-diretor de construção da Usina Nuclear de Kola, Nikolai Rusakov.
A produção de hidrogênio na usina começa com um volume anual estimado em 150 toneladas. O hidrogênio produzido será utilizado para resfriamento dos turbogeradores da usina, além de outras aplicações industriais estratégicas.