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O poder do extra mile: lições de liderança e engajamento em Moneyball

Como a arte de ir além das expectativas transforma equipes e cultura corporativa
Desafiando o status quo com Michael Lewis
Desafiando o status quo com Michael Lewis - Reprodução

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Randall Neto

Se você é um ávido leitor ou fã de filmes que questionam as regras não escritas do jogo, é provável que já tenha se deparado com as obras do jornalista norte-americano Michael Lewis. Conhecido por escrever “Moneyball: O Homem que Mudou o Jogo” e “The Big Short: A Grande Aposta”, Lewis tem uma habilidade ímpar de ir além da superfície e questionar o status quo

Suas histórias não apenas capturam nossa imaginação, mas também derrubam as “certezas de concreto” em que muitos de nós nos apoiamos. 

Hoje, nos concentramos em “Moneyball” – o filme de 2011, que coloca em cheque conceitos sagrados e crenças inabaláveis sobre a cultura do esporte favorito dos americanos – para explorar questões cruciais que transcendem o beisebol e se aplicam ao mundo empresarial e pessoal.

O que você faz? O detalhe importante dos contratos

Na era do trabalho remoto e das funções multifacetadas, a descrição do trabalho não pode mais ser o único parâmetro que define nosso valor profissional.

Billy Beane, personagem interpretado por Brad Pitt, gerente geral do Oakland Athletics – um time de beisebol dessa cidadezinha nos arredores de São Francisco na Califórnia, conhecido por ter orçamentos modestos -, sabia disso quando foi além do contrato ao definir as responsabilidades de David Justice, um rebatedor consagrado, que havia brilhado pelo poderoso time dos New York Yankees, mas já estava com idade avançada para seguir como um destaque de um time milionário e vencedor. 

No mundo corporativo, isso nos desafia a pensar: estamos nos limitando apenas à nossa descrição de cargo ou estamos buscando ampliar nosso valor e impacto?

Contextualizando com a realidade corporativa

Flexibilidade no escopo de trabalho é uma necessidade, não uma opção. O papel de um empregado se estende para além do que está escrito em um contrato.

O que te pagam para fazer? O valor relativo do seu trabalho

A surpresa de David Justice ao saber que metade de seu salário é paga por um time rival ressalta a complexidade das relações de trabalho modernas. Muitas vezes, esquecemos de ponderar as fontes indiretas que validam nosso valor no mercado. 

Seja o cliente que você trouxe para a empresa ou um projeto que melhorou a eficiência operacional; tudo conta para o seu “valor real”.

Contextualizando com a realidade corporativa

Transparência sobre a estrutura de compensação pode melhorar o engajamento.

Entender o valor real do seu trabalho vai além do salário direto que você recebe.

O que você pode fazer? O conceito do potencial latente

Neste tópico, vamos além da questão do potencial. Não é apenas sobre “poder fazer”, mas também sobre a vontade de explorar essa capacidade. 

Billy Beane não queria apenas um rebatedor, quando aceitou o empréstimo de Justice; ele queria um líder que pudesse transformar o espírito da equipe. Isso se aplica ao mundo corporativo, onde o real potencial muitas vezes fica soterrado sob a pressão do cotidiano e da complacência.

Contextualizando com a realidade corporativa

Incentivar o desenvolvimento de habilidades multifacetadas em sua equipe é um dos papéis do líder que conhece seu time. O potencial latente muitas vezes se manifesta em projetos interdisciplinares.

O que esperam que você faça? Expectativas não declaradas

Billy queria mais de Justice, não apenas que ele tivesse uma boa média de rebatidas e dados comprovados por estatísticas: ele queria alguém que fizesse a diferença na cultura da equipe. Essas são as expectativas não ditas, mas amplamente sentidas, em praticamente todas as organizações. Você é um executor ou um transformador? Cumprir as tarefas é uma coisa; alterar a dinâmica para melhor é outra completamente diferente.

Contextualizando com a realidade corporativa

Comunicação clara sobre expectativas não declaradas pode eliminar muito mal-entendido. A construção da cultura é uma responsabilidade compartilhada, não apenas uma tarefa para o RH.

Onde entra a “Extra Mile”? A complexidade do engajamento

“To go the extra mile”, “ou percorrer uma milha a mais” é uma frase comumente mal interpretada. Para alguns, pode parecer exploração, mas para outros, é um sinal de engajamento profundo. No entanto, essa “milha extra” deve ser alimentada por um senso interno de propósito e não pela expectativa de recompensa externa. Deve ser uma escolha, não uma imposição.

Contextualizando com a realidade corporativa

Autonomia e sentido de propósito são elementos-chave para o engajamento.

A “milha extra” deve ser vista como um investimento em crescimento pessoal e profissional, não como uma carga de trabalho adicional não remunerada.

Quem já teve um bom líder, sabe bem! 

Um bom líder não impõe, ele inspira. Ele não dita, ele demonstra 

Billy Beane tenta fazer isso com David Justice, ao desafiar a percepção dele sobre seu próprio papel na equipe. Uma liderança eficaz não trata apenas de maximizar a produtividade. É sobre catalisar a transformação. E essa é a marca de um verdadeiro líder.

Contextualizando com a realidade corporativa

Líderes eficazes são transformacionais, não apenas transacionais.

O poder do exemplo é o mecanismo mais eficaz para impulsionar mudanças positivas.

Mudar o jogo começa com questionar o jogo

“Moneyball” não é apenas um filme sobre beisebol. 

É uma história sobre questionar as métricas convencionais de sucesso e valor. De Billy Beane a David Justice, cada personagem oferece insights sobre como repensar nossas próprias vidas profissionais. 

E se há algo que Michael Lewis nos ensina consistentemente por meio de sua escrita, é que a primeira etapa para mudar o jogo é começar a questioná-lo.

Contextualizando com a realidade corporativa

Encorajar uma mentalidade de aprendizado contínuo e questionamento pode levar a inovações significativas. A resistência ao status quo é frequentemente o primeiro passo para a melhoria e inovação significativas.

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