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Participação das mulheres na liderança de compliance chega a quase 50%

Nos escritórios de advocacia, participação feminina na área é de 42,5%, aponta Anuário Compliance On Top
Levantamento mostra que também houve avanço em diversidade
Levantamento mostra que também houve avanço em diversidade - Drazen Zigic/Freepik

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Da Redação

No cenário dinâmico das empresas brasileiras, o Anuário Compliance On Top, que traz todos os anos o mapa dos profissionais de compliance no Brasil, revela um marco histórico na liderança do setor. De acordo com os dados da sexta edição, que foi apresentada ontem, em São Paulo, as mulheres alcançaram uma impressionante participação de 48,3% nas posições de liderança em empresas pesquisadas, um aumento de 3,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Em meio aos desafios do primeiro ano da pandemia, a presença feminina na base inicial da pesquisa estava em 42,6%. Ao longo das edições anteriores (2021 e 2022), a participação das mulheres sempre se manteve em torno de 45%.

A mudança no último levantamento demonstra um avanço significativo na equidade de gênero no ambiente corporativo.

Mulheres em destaque

As estatísticas revelam que as mulheres estão não apenas na base da pesquisa, mas também ocupando posições de destaque nas empresas.

Nos escritórios de advocacia, atingiram uma participação de 42,5%, enquanto nas consultorias especializadas somaram 44,3% das respondentes.

A tendência de uma maior presença feminina em compliance já se manifestava nos cursos oferecidos pela LEC, onde as salas registravam uma representação maior de mulheres. Além disso, as mulheres há tempos ocupavam a posição número 2 na hierarquia da área.

Os dados do Compliance On Top 2023 evidenciam que as mulheres não apenas integram a base, mas alcançaram o topo, equiparando-se aos colegas masculinos.

“Os números revelam uma conquista notável na equidade de gênero no campo de compliance. As mulheres não apenas estão presentes em número, mas ocupam posições estratégicas de liderança de forma equivalente aos homens”, afirma Marcio El Kalay, head de marketing e sócio da LEC.

Esses dados ressaltam não apenas a presença das mulheres na liderança de compliance, mas também a evolução dinâmica da profissão em relação à diversidade e à renovação constante de talentos.

Diversidade

A pesquisa revela, ainda que, embora haja poucas pessoas negras, membros da comunidade LGBTQIA+ e indivíduos com deficiência em cargos de liderança, a base da área de compliance aponta um movimento em direção à diversidade. Uma análise rápida do guia de profissionais da edição do Compliance On Top evidencia o desafio, mas também aponta para uma tendência positiva.

Dos respondentes que atuam em empresas, 38,3% afirmam que pelo menos uma pessoa negra integra a equipe de compliance, enquanto 33% mencionam a presença de um profissional LGBTQIA+ e 18,6% destacam a participação de uma pessoa com deficiência. 

Ao considerar os resultados por segmento (empresas, consultorias e escritórios de advocacia), observamos uma melhoria geral no quadro da diversidade.

A presença de profissionais negros na área aumentou de 28,5% para 37,7%, enquanto membros da comunidade LGBTQIA+ subiram de 29,8% para 34%. 

“Embora reconheçamos que ainda há um longo caminho a percorrer, esses resultados refletem um progresso encorajador na promoção da diversidade na área de compliance. A eficácia dessas iniciativas será mais claramente mensurada ao longo do tempo, especialmente quando observarmos o número de profissionais de grupos sub-representados listados futuramente no guia de profissionais do Compliance On Top”, diz El Kalay.

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