Da Redação
SÃO PAULO, 14 de maio de 2026 – O jurista José Andrés Lopes da Costa, sócio do DCLC Advogados e mestre em Direito Tributário Internacional pelo IBDT-SP, lança sua mais nova obra, “O Crepúsculo da Razão Ocidental” (Editora Lumen Juris), no próximo dia 14, na Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo.
“Com O Crepúsculo da Razão Ocidental José Andrés Lopes da Costa nos entrega um livro de alto valor moral, estilo primoroso e essencial utilidade política. O autor denuncia a corrupção das palavras ‘democracia’, ‘liberdade’, ‘legalidade’ e ‘justiça’ e mostra seu uso preferencial não mais com o objetivo de esclarecer, mas de obscurecer, justificar abusos e tornar aceitável o inaceitável.” A definição é de Eurípedes Alcântara, diretor de jornalismo do Grupo Estado, que assina a apresentação da obra. Para o jornalista, o livro funciona como um alerta “não contra um regime específico, mas contra o método de dominação pela linguagem distorcida, a inflação normativa e a moral seletiva”.
O autor, que acumula experiência como diretor de banco de investimentos e docente na FGV, PUC-Rio e UFRJ, volta-se agora para uma investigação sobre a decadência dos pilares que sustentam a civilização. Após refletir sobre o capitalismo regenerativo em seu título anterior, Sociedades de Propósito, Lopes da Costa avalia a transição entre a razão grega e a inteligência das máquinas.
Segundo o autor, a razão, que nasceu como instrumento de busca de equilíbrio, converteu-se em uma ferramenta automática e sem consciência de seu papel. “A gente sente que algo se perdeu, mas não sabe nomear o quê. Este livro é uma tentativa de devolver ao Direito sua dimensão mais humana. É uma arqueologia do nosso tempo”, explica.
De acordo com Kalleo Coura, editor executivo do portal JOTA, o Crepúsculo da Razão Ocidental é uma ode à segurança jurídica e ao garantismo, que nos leva a uma viagem pelas origens da democracia, do Direito e da República, ao mesmo tempo em que elenca as atuais ameaças às bases do Estado Democrático de Direito. “Uma leitura instigante e necessária”, analisa Coura no prefácio do livro.
A obra percorre a trajetória histórica do pensamento ocidental, apontando como cada conquista civilizatória carregou a semente de seu próprio esgotamento. Na democracia, o autor identifica a transição do debate público para o império das percepções e o espetáculo das redes sociais, resultando em um momento histórico de desencantamento e dúvida.


