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Blindagem jurídica é ilusória e coloca carreiras em risco

A verdadeira proteção na área da saúde vem da ética e da conformidade legal, não de promessas ilusórias de "blindagem jurídica"
Blindagem jurídica não existe, o que existe é ética e conformidade legal
Blindagem jurídica não existe, o que existe é ética e conformidade legal - Freepik

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Ana Falcão Gierlich

Divulgam amplamente a ideia de uma “blindagem jurídica” integral como solução rápida e infalível para médicos. Prometem proteção contra qualquer litígio ou responsabilidade legal. Muitos profissionais veem isso como resposta à complexidade do direito médico. No entanto, a realidade é diferente. Nenhum país oferece um caminho que elimine totalmente problemas jurídicos.


Por que isso importa?

Esse assunto importa porque a falsa sensação de segurança criada pela “blindagem jurídica” pode levar profissionais da saúde a negligenciarem a real proteção legal. Em vez de buscar soluções superficiais, é essencial adotar boas práticas e seguir as normas, garantindo uma defesa eficaz diante de eventuais litígios.

Os propagadores do termo “blindagem jurídica” sugerem que algumas estratégias ou serviços garantem imunidade. Fazem parecer que é possível evitar qualquer tipo de acusação apenas seguindo esses passos. Essa visão distorce o entendimento real da prática jurídica como um todo, criando uma falsa sensação de segurança.


Para quem esse assunto interessa?

Esse tema interessa a profissionais da saúde, especialmente médicos e dentistas, que precisam compreender a importância da conformidade legal. Também é relevante para advogados, gestores de clínicas e órgãos reguladores, pois envolve questões de ética, biossegurança e proteção de dados no exercício da profissão.

Em qualquer área, especialmente na saúde, não há garantias absolutas. O risco de litígios sempre existe. Qualquer cidadão ou instituição pode entrar na Justiça. Cabe aos órgãos responsáveis avaliar se a denúncia tem fundamento.

Conformidade legal

O que realmente protege o profissional da saúde é a conformidade com as normas legais e regulatórias e as boas práticas da profissão. Não se deve buscar métodos rápidos e superficiais, ainda que somente por precaução. Os dentistas devem seguir normas de saúde e segurança do paciente. Também precisam cumprir regulamentos de privacidade, biossegurança e gestão de dados. O cumprimento dessas obrigações não elimina a possibilidade de um conflito, mas oferece uma base sólida para uma defesa legal eficaz caso haja algum questionamento. 

Em qualquer processo, o risco de condenação diminui com registros adequados e uma defesa sólida. Isso prova o compromisso com a verdade e a inocência. Para o dentista, essa estratégia é mais eficaz que qualquer “blindagem”. Demonstra boa fé e conformidade com os padrões legais e éticos da profissão.

Transformar riscos em medidas preventivas é essencial. A verdadeira proteção não está em soluções “mágicas”, mas em transparência e ética. Construir uma prática sólida garante segurança e respeito. O sucesso exige adaptação constante e conduta íntegra.

Foto de Ana Falcao Gierlich

Ana Falcao Gierlich

Ana Falcão Gierlich é advogada, membro da Comissão de Direito da Saúde da OAB SP, especialista em Direito Médico e Bioética pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, especialista em Direito Médico, Odontológico e Hospitalar por meio da Escola Paulista de Direito e Mestranda em Direito Médico e Odontológico no São Leopoldo Mandic

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