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Advocacia, moda e estilo: com que roupa eu vou?

É preciso harmonizar o nosso estilo com os códigos de representação dos ambientes que frequentamos
Os looks de alfaiataria caem muito bem no corpo e são extremamente apropriados para ambientes formais
Os looks de alfaiataria caem muito bem no corpo e são extremamente apropriados para ambientes formais - Senivpetro/Freepik

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Na era da superexposição e em que todos “seguem” todos, cuidar do modo de se vestir é fundamental para a construção da imagem e da reputação profissional.

Para nós, mulheres, isso é ainda mais sensível, visto que a sociedade, infelizmente, ainda coloca sobre nós uma carga extra de julgamento. Isso não quer dizer, porém, que precisamos nos submeter aos velhos manuais de etiqueta ou aos modernos gurus digitais.

O fato é que precisamos harmonizar o nosso estilo com os códigos de representação dos ambientes que frequentamos.

Não, não é fácil. Mas é possível e pode ser um exercício muito interessante de autoconhecimento e descoberta de valores e princípios.

Vamos pegar o caso das advogadas, por exemplo.

Frequentadoras de ambientes muito formais, quando não sisudos, elas não precisam abrir mão da feminilidade ou da jovialidade, se assim for a personalidade da profissional. Mas precisam aprender como, dentro do seu estilo, comunicar competência, credibilidade e autoridade.

Sabedoria no vestir

Isso não tem a ver com o preço da roupa ou dos acessórios, mas sim com caimento, proporcionalidade e conforto, pois a profissional precisa se sentir bem naquela produção. E isso, sim, tem a ver com adequação.

Falamos de uma mulher que precisa estar bem para encarar diferentes situações, como atender no escritório, ir ao fórum, fazer uma reunião externa com um possível cliente, entre tantas outras situações e circunstâncias. Por isso, o ideal é que seu figurino diário esteja adequado a esses vários ambientes.

É preciso ter sabedoria nas escolhas e para isso é necessário estudar. Autoconhecimento e observação dos ambientes em que você está ou quer estar são atitudes fundamentais.

Elegância e refinamento estão nos detalhes. Contar com um bom profissional de construção de imagem também pode ser de grande valia.

Qual seu arquétipo?

Entender as relações entre seus arquétipos regentes e sua profissão é uma experiência verdadeiramente empoderadora.

Carl Gustav Jung, um dos pais da psicanálise, traçou moldes e padrões de comportamentos que definem formas específicas de ser e estar em uma sociedade: os 12 arquétipos da personalidade.

São eles: Governante/Soberana – Inocente – Sábia(o) – Heroína (Herói) – Rebelde – Explorador(a) – Maga(o) – Pessoa Comum – Amante – Louca(o) – Cuidador(a) – Criador(a)

Especificamente na área do direito, o arquétipo da governante é o que prevalece.

Também chamada de soberana, é aquela que gosta de sempre estar no controle, ou de encontrar maneiras para convencer as pessoas a agirem conforme achar melhor.

Mas este não é o único arquétipo. Trabalhar a imagem da sábia de forma conjunta traz à tona aspectos que sugerem aprendizado contínuo, razão – embasada em dados e fatos – e, consequentemente, verdade.

O propósito deste perfil é sempre encontrar o conhecimento e as informações para transpor seus argumentos de acordo com um raciocínio aprimorado, para assim tomar as decisões mais inteligentes e corretas na defesa.

Aposte nos looks de alfaiataria

Dentro destes dois conceitos, uma advogada deve demonstrar seriedade e sofisticação para gerar credibilidade ao seu posicionamento.

Por isso, é necessário evitar o uso de calças justas, que marcam o bumbum ou a barriga, e roupas decotadas ou curtas.

A recomendação é apostar em looks de alfaiataria. Eles caem muito bem no corpo e são extremamente apropriados para ambientes formais.

É preciso, também, transmitir nos detalhes dos cortes das roupas e na elegância que realmente trata-se de uma mulher poderosa; trazer a verdade, a segurança e a confiança junto com o poder de uma profissional bem-sucedida, admirada e reconhecida, com a influência que ela tem.

Cortes e Cores

Para isso, é importante ter atenção ao refinamento nos cortes do blazer e aos detalhes da camisa, que deve ser sem informação para trazer seriedade.

Ombreiras no blazer e corte reto são a melhor aposta, pois os modelos arredondados passam a mensagem do romantismo, podendo demonstrar insegurança ou a imagem de mulher meiga e sensível.

Nos pés, um scarpin de bico fino, para ganhar mais imponência.

Para completar essa elegância, aposte em cores neutras. Peças coloridas remetem ao arquétipo da criativa, e a imagem de uma pessoa muito extravagante não expressa credibilidade.

Por fim, o que posso dizer é: tenha um propósito ao se vestir. Saiba qual a impressão que você quer exercer sobre as pessoas e busque dentro de você essa mulher competente e vitoriosa que você já é. Quando o processo é de dentro pra fora ele é sustentável.

Seja coerente não só nas roupas e acessórios, mas também nos gestos e nas atitudes.

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