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Visto EB-2 abre portas para brasileiros viverem nos EUA

Segundo a advogada americana Kris Lee, essa categoria de visto oferece estabilidade e crescimento para indivíduos altamente qualificados
Visto é atraente para aqueles que buscam estabilidade a longo prazo
Visto é atraente para aqueles que buscam estabilidade a longo prazo - Freepik

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O sonho de viver nos Estados Unidos atrai pessoas do mundo inteiro. Seja pela busca de melhores oportunidades, qualidade de vida ou segurança, o país continua a ser um destino cobiçado. Para muitos, esse sonho passa pela obtenção de um visto que permita a possibilidade de trabalhar e construir uma carreira sólida no país. Uma das opções mais procuradas por esses profissionais é o visto de trabalho EB-2.

O visto

O visto EB-2 é uma categoria de visto de imigração baseada em emprego, destinada a estrangeiros qualificados em duas categorias principais. A primeira abrange profissionais com habilidades excepcionais, que devem demonstrar um nível de especialização significativamente superior ao comum em suas áreas de atuação, como ciências, artes ou negócios. Essa especialização é frequentemente comprovada por meio de prêmios, publicações relevantes ou cargos de liderança em organizações de prestígio. 

A segunda categoria inclui indivíduos com graus avançados de graduação, como mestrado, doutorado ou bacharelado, desde que possuam pelo menos cinco anos de experiência progressiva em seu campo de atuação, evidenciando um crescimento contínuo e relevante na área.

De acordo com Kris Lee, sócia-gerente e advogada americana da LeeToledo PLLC, optar pelo visto EB-2 oferece algumas vantagens.

“Essa categoria permite que os profissionais, seus cônjuges e filhos solteiros menores de 21 anos se estabeleçam permanentemente nos Estados Unidos. O processo é especialmente atraente para aqueles que buscam estabilidade a longo prazo, porque uma vez aprovado, o titular do visto pode solicitar a residência permanente sem a necessidade de renovação constante”, afirma a advogada.

O processo de aplicação

A especialista acredita que com preparação e a orientação adequada, a solicitação pode ser gerenciada de forma eficaz. “A primeira etapa crucial é a avaliação de elegibilidade. O candidato deve reunir provas substanciais de suas qualificações, que podem incluir diplomas acadêmicos, prêmios profissionais, cartas de recomendação e evidências de suas contribuições para a sua área de atuação”, diz.

Normalmente, o processo de aplicação envolve um empregador americano que patrocina o candidato. “Esse empregador deve apresentar uma petição ao governo dos EUA, justificando a necessidade de contratar um profissional estrangeiro altamente qualificado. Essa petição é formalizada através do Formulário I-140, documento fundamental no processo do EB-2”, alerta.

Em alguns casos, o candidato pode optar pelo National Interest Waiver (NIW), uma dispensa que permite que ele apresente sua própria petição sem a necessidade de um patrocinador. “Para se qualificar para o NIW, o candidato deve demonstrar que sua presença nos EUA beneficiará significativamente o país. Essa pode ser a porta de entrada para novas oportunidades de crescimento”, declara a sócia.

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