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Pesquisa inédita da AASP revela que IA na Advocacia ainda exige capacitação, supervisão e soluções especializadas

Levantamento mostra que 90,3% das pessoas respondentes acreditam que ferramentas desenvolvidas especificamente para a Advocacia brasileira são mais seguras e eficientes do que soluções genéricas
Robô humanoide de aparência feminina segura uma balança da Justiça diante de um tribunal, em representação do uso da inteligência artificial no Direito
IA na Advocacia

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Da Redação

São Paulo, julho de 2026 – A Inteligência Artificial deixou de ser uma tendência para se tornar parte da rotina da Advocacia brasileira com percepção de complementaridade, e não de substituição.  É o que revela uma pesquisa inédita realizada pela AASP – Associação dos Advogados, que traça um amplo panorama sobre a adoção da tecnologia, suas oportunidades, desafios e expectativas para o futuro da profissão.

A pesquisa foi realizada pela AASP com o objetivo de compreender como a Inteligência Artificial vem sendo incorporada ao exercício da Advocacia e quais são as percepções da classe sobre seus impactos, oportunidades e desafios. O levantamento quantitativo, realizado entre 14/5 e 14/07/2026, reuniu 1.149 respostas de pessoas associadas à entidade, de diferentes estados, faixas etárias e áreas de atuação jurídica. 

O questionário abordou o perfil dos participantes, a frequência de uso de ferramentas de IA, os impactos na produtividade, o nível de confiança nas respostas geradas, os principais riscos percebidos, expectativas, a necessidade de regulamentação, a demanda por capacitação, a preferência por soluções desenvolvidas especificamente para a Advocacia brasileira e as principais aplicações da tecnologia na rotina profissional.  

A pesquisa afirma que três em cada quatro advogados defendem regulamentação do uso da Inteligência Artificial na profissão e revela que 75% dos entrevistados defendem a criação de regras específicas para disciplinar o uso da Inteligência Artificial na Advocacia. Ela também mostra que o avanço da IA vem acompanhado da preocupação com transparência, responsabilidade e segurança jurídica, indicando que a regulamentação é vista pela maioria como condição para ampliar a confiança na adoção dessas ferramentas.

A amostra reúne, majoritariamente, profissionais experientes: 81,3% têm mais de 45 anos. Em relação ao gênero, 49,9% se identificam como homens cisgênero e 43,7% como mulheres cisgênero. A pesquisa também apresenta diversidade de especialidades jurídicas, com predominância do Direito Civil (31,4%), seguido por profissionais que atuam em múltiplas áreas (14%), Direito do Trabalho (13,8%), Direito de Família e Sucessões (11,6%) e Direito Empresarial (9,7%).

Entre os principais resultados, destaca-se que 87,4% dos respondentes já utilizam alguma ferramenta de Inteligência Artificial em sua atividade profissional e, desse total, 62,1% afirmam fazer uso frequente da tecnologia. Apesar da elevada adoção, 85,3% reconhecem a necessidade de capacitação específica para utilizar essas ferramentas de forma adequada na prática jurídica.

A pesquisa também demonstra que a Advocacia enxerga a Inteligência Artificial como um fator de transformação estrutural da profissão. Para 95,6% dos participantes, a tecnologia provocará mudanças relevantes nos próximos dez anos, sendo que 77,5% acreditam que essas transformações serão profundas.

Os benefícios percebidos já são concretos. Para 84,3% dos profissionais, a IA aumenta a produtividade ao apoiar atividades como pesquisa jurídica, elaboração de peças, organização de informações e análise de jurisprudência. São justamente tarefas que tradicionalmente demandam grande volume de tempo e que passam a ser executadas com maior agilidade, permitindo que Advogadas e Advogados concentrem seus esforços em atividades estratégicas, analíticas e na relação com seus clientes.

Ao mesmo tempo, a pesquisa revela uma visão equilibrada sobre o uso da tecnologia. Para 75,4% dos entrevistados, as respostas produzidas pela Inteligência Artificial são confiáveis desde que submetidas à revisão humana, enquanto apenas uma parcela reduzida afirma confiar integralmente no conteúdo gerado pelas plataformas.

As principais preocupações também aparecem de forma clara. Mais da metade dos participantes (54%) aponta como maior risco as chamadas “alucinações” da IA, ou seja, a produção de informações incorretas. Em seguida aparecem o uso sem supervisão humana (23,2%), a dependência excessiva da tecnologia (14%) e os riscos relacionados ao sigilo profissional (7,2%).

Mesmo diante da rápida evolução da Inteligência Artificial, a percepção predominante é de complementaridade, e não de substituição. A maioria dos profissionais acredita que a tecnologia assumirá atividades operacionais e repetitivas, enquanto funções relacionadas à estratégia, interpretação jurídica, julgamento e relacionamento humano continuarão sendo essencialmente desempenhadas pela Advocacia.

Outro dado expressivo aponta para a necessidade de regras claras para a utilização dessas ferramentas. Para 74,2% dos respondentes, o uso da Inteligência Artificial na Advocacia deve ser regulamentado, refletindo uma preocupação crescente com segurança jurídica, responsabilidade e ética na aplicação da tecnologia.

Entre os resultados considerados mais estratégicos pela Associação, destaca-se o fato de que 90,3% dos participantes acreditam que uma solução de Inteligência Artificial desenvolvida especificamente para a Advocacia brasileira seria mais segura e eficiente do que plataformas de uso geral. Para os profissionais, ferramentas especializadas, treinadas para compreender o Direito brasileiro, sua legislação, jurisprudência, linguagem técnica e dinâmica processual, oferecem maior confiabilidade para a prática jurídica.

“A pesquisa demonstra que a Advocacia entrou em uma nova etapa de maturidade em relação à Inteligência Artificial. A tecnologia deixou de ser uma tendência para se tornar parte da rotina profissional. O desafio agora é preparar a Advocacia para um futuro em que inovação, conhecimento e segurança caminhem juntos”, afirma Paula Lima Hyppolito Oliveira, Presidente da AASP.

Para a Associação, a pesquisa representa um retrato do atual estágio da Advocacia diante da Inteligência Artificial e reforça que o futuro da profissão passa pela qualificação permanente e desenvolvimento de soluções concebidas especificamente para atender às necessidades do ecossistema jurídico brasileiro.

Links com Pesquisa e Metodologia:

https://flealcombr-my.sharepoint.com/:b:/g/personal/flavio_lealmj_com_br/IQBi9NHo-XuWSpBEX6jFFmIvAWqowXdtNZ8GPsr0VZP5M2M?e=297L2h
https://flealcombr-my.sharepoint.com/:b:/g/personal/flavio_lealmj_com_br/IQDF4qYpmZJkRIftcn6yxUA-Af5a63oT72Sr1DphCPfUQsQ?e=SLxxb4

Sobre a AASP 

A AASP – Associação dos Advogados é uma das principais parceiras institucionais da Advocacia no Brasil. Reconhecida por aliar tradição, inovação e excelência na oferta de serviços voltados ao desenvolvimento profissional e ao fortalecimento do ecossistema jurídico.

Com base em sua experiência e visão de futuro, a AASP investe de forma contínua na qualificação da Advocacia, oferecendo uma ampla programação de cursos sobre temas jurídicos relevantes, além de um portfólio robusto e inovador de serviços. 

Entre os principais recursos disponibilizados estão a plataforma de assinaturas digitais, ferramenta de verificação de provas digitais, software de gestão de escritórios e processos, sistema de intimações on-line com uso de inteligência artificial, emissão e renovação de certificados digitais, publicações especializadas, clipping diário de notícias e um avançado sistema de pesquisa de jurisprudência.

Fundada há 83 anos, a entidade possui atuação nacional e reúne cerca de 75 mil associadas e associados em todos os Estados do país. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como uma instituição de referência, ampliando continuamente sua relevância por meio de uma atuação alinhada às demandas contemporâneas, com destaque para a incorporação da agenda ESG. 

Nesse contexto, a adesão a programas de redução e compensação de carbono resultou na conquista do selo VGP, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade. Ao integrar tecnologia, conhecimento e propósito, a AASP reafirma sua missão de potencializar e facilitar o exercício da Advocacia, contribuindo ativamente para a evolução e modernização do setor jurídico no Brasil.

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